quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O nome do Norte é Portugal

O "Norte" de Miguel Esteves Cardoso

O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país

Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?


Escrito por Miguel Esteves Cardoso

sábado, 25 de setembro de 2010

The old botanical garden

The old botanical garden


Languose (Windows)

O Violino Vermelho

El violín rojo - parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=jU-TucF2i80&feature=related

El violín rojo - parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=U7prWLR3gGU&feature=related



El violín rojo - Final
http://www.youtube.com/watch?v=65iX6F9n9_o&feature=related





O Grande Ditador - Charles Chaplin

http://www.youtube.com/watch?v=gblttAa4YLE&feature=related



http://www.youtube.com/watch?v=mI6SXOJsgvw&feature=related

OUTONO


Un chemin de croix

Nilton



http://www.youtube.com/watch?v=GAeuplQdyZM&feature=related



A cheap and easy way to make a great pair of leg stretchers for getting flexible. Music by Kevin MacLeod

http://www.youtube.com/watch?v=_2oMVCJEoVA&feature=related

Podebrady, Ceska Republika


Podebrady, Ceska Republika

Aussois 2009 - par Caliap

A estrada não tomada de Robert Frost


Szeged



Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black

Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:two roads diverged in a wood, and I --
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference"

The road not taken de Robert Frost


Duas estradas divergiam num bosque amarelo,
E desculpe, eu não poderia viajar tanto
E ser um viajante, fiquei muito tempo parado
E olhei para um deles tão distante quanto pude
Até onde se perdia na mata;

Então segui o outro, como sendo mais justo
E, talvez o melhor argumento,
Porque era relvado e queria usar;
Embora quanto a isso, a passagem não
Usara-los realmente sobre o mesmo,
E ambos, nessa manhã tão leigos
Nas folhas que passo nenhum pisou

Oh, guardei o primeiro para outro dia!
Mesmo sabendo como um caminho leva para longe,
Duvidei se algum dia eu volte.

Vou estar contando isso com um suspiro
Em algum lugar idades e tempos depois:
dois caminhos divergiam num bosque e eu -
Eu tomei o menos percorrido,
E isso fez toda a diferença "

A estrada não tomada de Robert Frost



Estrada fora

Album III

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Diga não à violência


http://www.youtube.com/watch?v=qUulKhsjB3c&feature=player_embedded

Projecto de Escola: Diga Não à Vilência



http://www.youtube.com/watch?v=_gpZSZcINi8&feature=related


Aqui podemos ver algumas fotografias, da nossa activeidade experimental nº2 da Biologia 12ºano da ESCOLA EB 2,3/S VALE DE CAMBRA que faz referencia as gonadas de porco( testiculos e ovários)
http://www.youtube.com/watch?v=_gpZSZcINi8&feature=related



http://ebicontraviolencia.blogspot.com/

http://mixdeinformacao.blogspot.com/

http://botoesmadreperola.blogspot.com/

PENSAMENTOS SIMPLES



OBSERVAÇÃO

Diário de um bolbo

http://www.youtube.com/watch?v=S67e_32Qvx4&feature=related



http://www.youtube.com/watch?v=gmkJRLmm6JI&feature=player_embedded#!


Energia Solar

http://www.altestore.com/learn/



Aquecedor solar caseiro

http://www.youtube.com/watch?v=bRZvAAqzXIw&feature=related


HEATER - Aquecedor
http://www.youtube.com/watch?v=QLNViUsRCVU&feature=related



http://www.youtube.com/watch?v=5rEJ_huhitE&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=Jzxw1j-dzY4&feature=related



Na cozinha com...

in the kitchen with: kobekat’s sloppy joe sliders


Read more at Design*Sponge http://www.designspongeonline.com/#ixzz10SnyPyd5


Ingredientes

• 2 lbs. carne moída (ou carne de porco mix)
• 2 cebolas médias, finamente picadas
• 3 dentes de alho picados ou 2-3 colheres de sopa. alho picados preparados (jar)
• um 6 oz Pode pasta de tomate
• dois oito onças latas de puré de tomate ou molho (16 oz total)
• 1 xícara de açúcar mascavo (ajustar conforme o gosto)
• 2 colheres de sopa. vinagre
1. Deite a carne moída na frigideira com cebola e alho até ficar completamente dourada e as cebolas ficam translúcidas e macias. Elimine as gorduras, tanto quanto possível a partir da mistura de carne.

2. Adicione o tomate e a pasta de puré de tomate e misture bem.

3. Polvilhe o açúcar mascavo por cima e mexa a fundo.

4. Deite um pouco de vinagre em toda a parte superior e, em seguida, misture bem.

5. Cozinhe por cerca de 20 minutos para que os sabores se possam misturar.

6. Sirva em pães de hambúrguer ou outro tipo de pão em rolos e corte em em fatias.

Para a variação: Refogue 1 / 2 xícara de cogumelos picados com a carne, a cebola e o alho. Adicione 1 fatia de queijo, ou o seu queijo favorito, para cada sanduíche pouco antes de servir.

via
http://www.designspongeonline.com/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Soler

http://www.youtube.com/watch?v=PwVKC6zFu7w&feature=player_embedded

Primavera no Brasil


http://www.youtube.com/watch?v=2nB53snE5Go&feature=player_embedded#!

http://www.youtube.com/watch?v=LpYj_sI79v8&a=GxdCwVVULXewnFBc-eZj0YfRL9nEkfrj&list=ML&playnext=1

“Ladies and Gentlemen…Mr. Leonard Cohen”

“Ladies and Gentlemen…Mr. Leonard Cohen” é um documentário “ïnformal” sobre o poeta, produzido em 1965 sob a chancela do Canada National Film Board. Narrado ao estilo da época, nele se descobre, entre outras coisas, que Leonard Cohen também fazia comédia na melhor tradição de stand up. Imperdível.

"Em 8:40 Leonard Cohen disse: "Quando eu me levanto pela manhã ... Minha real preocupação é saber se eu estou em um estado de graça. E se eu fizer essa investigação, e eu descobrir que eu não estou em estado de graça, eu tento ir [voltar] para a cama. Um estado de graça é que tipo de equilíbrio com o qual você monta o caos que você encontra ao seu redor. Não é uma questão de resolver o caos - porque há algo arrogante e bélica em colocar o mundo em ordem - mas com uma espécie de esqui de escape para baixo sobre uma colina, apenas a atravessar o contorno do morro. Entrevistador interrompe: Oh, você me perdeu! Irving Layton explica: O que Cohen está tentando fazer agora é preservar a própria, que é sua verdadeira preocupação, e eu acho que é a preocupação de todo poeta: preservar a própria em um mundo que está rapidamente steamrollering os eus de existência e a criação de um mundo uniforme ".

“At 8:40 Leonard Cohen says: When I get up in the morning... my real concern is to discover whether I'm in a state of grace. And if I make that investigation, and I discover that I am not in a state of grace, I try to go [back] to bed. A state of grace is that kind of balance with which you ride the chaos that you find around you. It's not a matter of resolving the chaos -- because there's something arrogant and warlike about putting the world in order -- but having a kind of escape ski down over a hill, just going through the contours of the hill. Interviewer interjects: Oh, you have lost me! Irving Layton explains: What Cohen is trying to do right now is to preserve the self; that's his real concern, and I think that is the concern for every poet: to preserve the self in a world that is rapidly steamrollering the selves out of existence, and establishing a uniform world.”

http://www.nfb.ca/film/ladies_and_gentlemen_mr_leonard_cohen/






http://www.youtube.com/watch?v=KRcOWghazHA&feature=player_embedded

http://www.nfb.ca/film/ladies_and_gentlemen_mr_leonard_cohen/

domingo, 19 de setembro de 2010

"Here’s Googlescape

"Here’s Googlescape, an art project from Sarah Janssen.

Googlescape randomly picks a Google Street View location from somewhere in the Netherlands and then crops it with a black border and adds an ‘artist caption’ noting the artist (‘Google’), the year of the image, and the ‘title of the image’ (the location). Clever.

Some of the images would almost pass as landscape photography, especially when uprooted from their Google Street View ‘interactive’ and ‘informational’ context."

http://sarahjanssen.de/googlescape/


There is a lot to like about this.
http://www.powerhousemuseum.com/dmsblog/

A Exposição

Wishing for Winter
1989

Betye Saar
Born: Los Angeles, California 1926
mixed media: pine, glass, fabric, iron, chicken wire, staples, keys, belt buckle, hinge, window catch, pin, change purse, glove, book, wallpaper, vegetable fibers, feathers, and butterfly wing fragments, etc.

Wishing for Winter
September 2, 2010

"Betye Saar's Wishing for Winter
I admit, it was the title, Wishing for Winter, that first drew me to this work, as I walked around American Art on one of Washington D.C.'s toastiest days. August may have ended, but the summer is not going anyplace just yet. I let the crowds explore the Norman Rockwell exhibit on the ground floor, while I made my way up to three, to check out modern and contemporary works. It was pretty busy up there, too.

Betye Saar, who was born in Los Angeles in 1926, created Wishing for Winter in 1989. It's a mixed-media assemblage: a window with its hinges is divided into five sections, four small forming a quadrant, and one large of equal size. It seems to me filled with summer detritus: feathers and bird wings, one glove, a belt buckle, a small journal or prayerbook, and a few keys. There's an old photo, too, faded beyond recognition. It feels to me like a trip to the family summer house, and wandering through the attic when you come upon an old trunk, filled with keepsakes, mementoes, and hopefully a treasure or two.

In speaking of her own work, Saar has said, "I am intrigued with combining the remnant of memories, fragments of relics and ordinary objects, with the components of technology. It's a way of delving into the past and reaching into the future simultaneously."

This work certainly speaks of memory and ordinary objects. I wonder if growing up in Los Angeles you can't help but always wish for winter. Perhaps if Saar was in D.C. last winter and its record-breaking snow storms, she may not want to wish too hard."
via
http://eyelevel.si.edu/

Smithsonian American Art Museum


http://americanart.si.edu/images/1994/1994.40_1a.jpg



http://americanart.si.edu/images/1909/1909.7.2_1a.jpg


The Sibylla Europa Prophesying the Massacre of the Innocents
1906

Hugo Ballin



"Par peculiar"

http://www.flickr.com/photos/chrisgold/4167647813/in/pool-34427469792@N01/



http://americanart.si.edu/collections/search/artwork/?id=33923

TapeArt Slovenia

TapeArt - Stella & Rex & Jurij Lozic from Multipraktik on Vimeo.
via
http://www.woostercollective.com/

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

VIDA



"Ao longo da nossa vida, há alturas em que estamos tão absorvidos por trabalhos e solicitações que mal sobra tempo para gozar aquilo que de bom a vida tem para oferecer. Há ainda outras alturas em que o desânimo se apodera de nós, quer por conta das rotinas, quer por conta de acontecimentos que nos abalam profundamente. Há também momentos em que não nos conseguimos situar, em que não nos sentimos identificados com os lugares, as pessoas ou as ocasiões.

Tudo isto nos pode provocar um enorme desconforto. Chegamos mesmo a usar a expressão: “Eu não pertenço a este filme!”
Mas, afinal, a receita parece tão simples e as sugestões são tão fáceis! Acaba por ser na simplicidade dos actos, no amor que neles empregamos, na veracidade e coerência das nossas atitudes que conseguimos ser nós próprios, sentindo-nos bem na nossa pele e isso, sem dúvida alguma, faz de nós pessoas felizes!"



Rita Casqueiro

Videira de Valpaços enche uma pipa de vinho




Numa aldeia de Valpaços há uma videira, uma só, que produz quase uma pipa de vinho. A cepa tem trinta anos e cobre por completo o terraço de uma casa.

S.Pedro de Moel

Sia - Breathe Me


http://www.youtube.com/watch?v=ghPcYqn0p4Y&a=GxdCwVVULXdDPESJM13wjJeXCxp8KRXZ&list=ML&playnext=1




http://www.youtube.com/watch?v=7wpvqFfAINE&feature=player_embedded#!




http://www.youtube.com/watch?v=W_Tvg2sbAN8&feature=player_embedded#!


http://www.youtube.com/watch?v=ekQZPozjCX8&a=GxdCwVVULXdipdJ6ixtN4qOPAxS8erQn&list=ML&playnext=1



Alicia Keys










http://omeumundo-corderosa.blogspot.com/



http://omundodossonhos.tumblr.com/

CRÓNICA



Um grupo de Mulheres dá voz aos temas mais divertidos e polémicos da sua intimidade amorosa. O que elas pensam verdadeiramente sobre o que se passa entre quatro paredes. Serão eles competentes e dedicados o suficiente no que fazem ou prometem?

«A linguagem pode ser terna mas também crua, dizendo com todas as letras aquilo que há a dizer sobre sexo. Cinco mulheres, de várias faixas etárias falam da sua intimidade no projecto As Mulheres e o Sexo, que a produtora Stopline está a desenvolver para televisão e novas tecnologias.
As crónicas de Ana Maria Anes, 37 anos, no jornal O Independente, que deram origem ao livro 7 Anos de Mau Sexo, são o ponto de partida desde projecto, protagonizado por cinco mulheres sem experiência na representação. Joana Lobo Anta, Mia Nacamae, Adriana Queiroz, Rute Palma e Bruna Bastos seguem as coordenadas do guião, mas nem sequer tiveram de decorar os textos palavra a palavra. »

in, Diário de Notícias


"Os Homens e os Minetes" uma crónica de Ana Anes

Autoria e Realização: Pedro Varela
Produtor: Leonel Vieira
DOP: Márcio Loureiro
Som: Vitor Ribeiro
Edição: João Leandro
Grafismo: João Bettencourt Bacelar
Stopline Films 2010




http://www.youtube.com/watch?v=gDIl7RQtItc&feature=player_embedded#!







http://img837.imageshack.us/img837/2829/dsc3192.jpg












http://acuadoiro.blogspot.com/



http://supersonicalife.blogspot.com/

JANIS E A TARTARUGA



Na abertura da nova temporada cultural, JANIS E A TARTARUGA, um monólogo da actriz, Carla Galvão e que foi inspirado nos anos 60 e em Janis Joplin. Uma geração que fazia a revolução sexual e lutava contra a guerra e o racismo e as tartarugas lentas, que impediam uma mudança social.
MAIS SOBRE JANIS JOPLIN

http://pt.wikipedia.org/wiki/Janis_Joplin


http://img339.imageshack.us/img339/7193/63370441246332459326757.jpg



via
http://marianaamiseravel.blogspot.com/




http://vivercomlight.blogspot.com/


HUMANOS

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

bloemen

Maracujá

Flor de pereira

Verdes são os campos

Telhado

Telhado





As três imagens são diferentes secções de um telhado de plástico transparente, cobertos de musgo e caindo Bltätern etc coberto. Eu tinha a câmera na vertical abaixo, e editar as cores com Picasa3.

http://picasaweb.google.com/eshaphoto/

Vermelho

Arte digital



Unterwassermalerei im Arbersee im Bayerischen Wald

Recanto






Zauberhafter Leckerbissen - Magical Tidbit - Golosinas MagicálNo. 2NEW DESIGN by CHAROOriginal-Photos: 1 ▬► http://picasaweb.google.com/eshaphoto/StrukturenFarbenFormen?feat=comment_notification#54463831915731306582 ▬► http://picasaweb.google.com/mcmnyan/Curves#5450476252977559090

courgette

Las



"A maioria dos portugueses que escolhe um automóvel não tem minimamente a noção do que está a comprar. Ou os escolhe porque gosta do modelo, ou porque está influenciado pela publicidade ou porque o vizinho tem um modelo de determinada marca e é preciso afirmar-se. Embora depois da opção e porque a escolha do ponto de vista da fiabilidade não foi a mais acertada, venha arrepender-se da mesma. Conheço vários com os quais se passou exactamente isso, isto sem falar daqueles que se fidelizam a uma marca não têm outras experiências e por isso sentem-se com autoridade para falarem do automóvel cuja marca mereceu sempre a sua preferência. Por outro lado neste país e a nível dos comerciantes de automóveis usados pratica-se uma filosofia que em mais lado nenhum da Europa se usa. Os automóveis desvalorizam em função dos anos e não dos quilómetros percorridos. Ou seja estes iluminados que se dedicam ao comercial automóvel dos usados entendem aquilo que nenhum outro país na Europa conclui. Os automóveis desvalorizam com o número de anos que registam e não com os quilómetros. Ora nada demais disparatado e direi mesmo patético do que esta forma de depreciar um automóvel. Qualquer idiota percebe que um automóvel desgasta-se com o número de quilómetros percorridos e não com o nº. de anos de registo. Vou ser mais preciso. Vamos a um stand de automóveis usados e se houver lá um modelo apenas com 1 ano de registo de matricula mas que por exemplo possua registados no conta quilómetros 30.000 ou mais quilómetros, o seu preço é muito superior a um do mesmo modelo e que apenas tenha por exemplo 15.000 kms. mas mais que um ano. É caso para perguntar afinal aonde está a lógica deste critério. Qual dos dois automóveis está mais desgastado aquele que apenas tem um ano e regista 30.000 kms ou o outro que embora tenha dois anos apenas registe 15.000. Neste santa terra temos de ser diferentes dos outros países mesmo que essa diferença se paute por uma verdadeira estupidez. "
via
http://insinuacoes.blogspot.com/

Greece

Greece

Greece

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Budha Eden

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Molhando e pintando



http://www.youtube.com/watch?v=tCamx8vzyCw&feature=player_embedded#!




http://www.youtube.com/watch?v=ikPbkbTnUvQ&a=GxdCwVVULXct1KARTR54NOQ6Ytgb-iqK&list=ML&playnext=1

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Barbara Loden's

Saber um pouco mais acerca de Barbara Loden's

http://home.comcast.net/~flickhead/Wanda.html
Discussing Barbara Loden’s masterpiece Wanda (1970):



John Lennon - Yoko Ono - Barbara Loden
Carregado por CinemaMonAmour. - Temporadas completas e episódios inteiros online

http://bigother.com/



http://www.le-croissant.blogspot.com/


http://theblackcatwalk.blogspot.com/

HOJE VOU ASSIM



NOVO
Cris Guerra

Um pé entrando na moda, outro pé saindo da publicidade. E o corpo mergulhado na escrita.

http://www.hojevouassim.com.br/



anterior:

http://hojevouassim.blogspot.com/



http://bonitoisso.wordpress.com/


Blog de Pedro e de Sofia
http://galerianomada.blogspot.com/


http://www.flickr.com/photos/pedro_cunha

http://www.adoatelier.com/blog/

http://charmeefunk.com/site/


Coisas da Doris

http://www.coisasdadoris.com.br/site/


http://favoritos.wordpress.com/


http://www.followthecolours.com.br/


Gatos Pingados

http://www.gatospingados.com/blog/

Nature and Science 2010-09-12 Mystery of Epang Palace CCTV News - CNTV English

Nature and Science 2010-09-12 Mystery of Epang Palace CCTV News - CNTV English

DANCE

Where the Hell is Matt? (2008) from Matthew Harding on Vimeo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mantenha os olhos abertos, não olhe para trás






"Montra em pleno Chiado: nove chávenas arrumadas em três pilhas, com três mensagens incisivas. Mais nada. As pessoas param, olham e fotografam.(...) A montra é das mais nobres no Largo do Chiado e também por isso o contraste é mais interpelador."

via
http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/

sábado, 11 de setembro de 2010

Show Marchetto





ENNIO MARCHETTO é o verdadeiro One-Man Show! ENNIO MARCHETTO é um entertainer como há muito não há memória!

ENNIO MARCHETTO é... ... Madonna, Pavarotti, Marilyn Monroe, Lady Gaga, Susan Boyle, Cher, Eminem, Barbra Streisand, Bob Marley, Fidel Castro, Indiana Jones, Mao Tsé Tung, Einstein e tantos, tantos outros.

Num espectáculo de fazer chorar por mais, Ennio Marchetto personifica grandes nomes da História Mundial. Da política às ciências, do cinema à música, todos os grandes ícones da cultura de todo o mundo ganham vida num espectáculo único interpretado por um único performer: Ennio Marchetto. Sem sair de palco, Ennio Marchetto recorre à ancestral arte do Origami para se reinventar a cada momento. Através de fatos e acessórios de papel, que veste e despe a altíssima velocidade, dá vida aos mais diversos personagens perante o olhar crescentemente atónito das plateias.

Com banda sonora seleccionada pelo co-director do espectáculo, Sosthen Hennekam, Ennio Marchetto utiliza com mestria as suas aptidões de transformista para, de forma quase mágica, se tornar Cher, Stevie Wonder, Elton John e tantos outros!

Um espectáculo diferente na sua simplicidade e humor. A não perder no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa. Estreia dia 7 de Setembro!

Informação: Casino Lisboa

PIXELS


PIXELS by PATRICK JEAN.
Enviado por onemoreprod. - Videos Independentes

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre o Tempo

O tempo não corre depressa quando o observamos. Talvez haja mesmo dois tempos, o que observamos e o que nos transforma.
Albert Camus


tempo

s. m.1. Série ininterrupta e eterna de instantes.
2. Medida arbitrária da duração das coisas.
3. Época determinada.
4. Prazo, demora.
5. Estação, quadra própria.
6. Época (relativamente a certas circunstâncias da vida, ao estado das coisas, aos costumes, às opiniões).
7. Estado da atmosfera.
8. Por ext. Temporal, tormenta.
9. Duração do serviço militar, judicial, docente, etc.
10. A época determinada em que se realizou um facto ou existiu uma personagem.
11. Vagar, ocasião, oportunidade.
12. Gram. Inflexões do verbo que designam com relação à actualidade!atualidade, a época da acção!ação ou do estado.
13. Mús. Cada uma das divisões do compasso.
14. Poét. Diferentes divisões do verso segundo as sílabas e os acentos tónicos.
15. Esgr. Instante preciso do movimento em que se deve efectuar!efetuar uma das suas partes.
16. Geol. Época correspondente à formação de uma determinada camada da crusta terrestre.
17. Mecân. Quantidade do movimento de um corpo ou sistema de corpos medida pelo movimento de outro corpo.
a seu tempo: em ocasião oportuna.
com tempo: com vagar, sem precipitação; antes da hora fixada.
matar o tempo: entreter-se.
perder o tempo: não o aproveitar enquanto é ocasião; trabalhar em vão; não ter bom êxito.
perder tempo: demorar-se.
tempo civil: tempo solar médio adiantado de doze horas. (O tempo civil conta-se de 0 a 24 horas a partir da meia-noite, com mudança de data à meia-noite.)
tempo de antena: duração determinada de emissões de rádio ou de televisão difundidas no quadro da programação.
tempo sideral (num lugar determinado): escala de tempo baseada no ângulo horário do ponto vernal.
tempo solar médio: tempo solar verdadeiro, sem as suas desigualdades seculares e periódicas. (O tempo médio conta-se de 0 a 24 horas a partir do meio-dia.)
tempo solar verdadeiro (num lugar determinado): escala de tempo baseada no ângulo horário do centro do Sol.
tempo universal: tempo civil de Greenwich, em Inglaterra (sigla: T. U.).
tempo universal coordenado: escala de tempo difundida pelos sinais horários (sigla internacional: UTC).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Esperança Está Onde Menos Se Espera





Repentina trovoada de Setembro

SETEMBRO

Repentina trovoada de Setembro
e depois chuvas exaustas;
ainda na praia a corrida
juvenil das ondas;
o abandono dos medronhos caídos
e um súbito olhar grave dum filho de dois anos;
vinhas que sangram,
uvas caminhando para o seu fim;
algumas folhas que descem
e as árvores, como as flores, esperando
a partida silenciosa dos insectos
e o sopro de uma breve chegada.

António Osório, A Luz Fraterna, Assírio & Alvim, 2009, pp. 29-30.

COR E ILUMINAÇÃO



Trabalho experimental por siulzz.

Banda sonara: Kimmo Pohjonen

http://www.youtube.com/watch?v=ytBijHiaCvE&feature=player_embedded#!


http://www.myspace.com/siulzz



http://siulzz.deviantart.com/

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Mar





http://www.youtube.com/watch?v=IPoYNPg1dTA&feature=related

'This Is The Dream Of Win And Regine, by Final Fantasy





"a única música decente com "VCR" na letra"



http://www.youtube.com/watch?v=Y8PZ8-cpWc4&feature=player_embedded#!

Independência do Brasil

O governo dos Estados Unidos divulgou na quinta-feira 03 09 10 um vídeo em que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, parabeniza o Brasil pelo Dia da Independência, que será comemorado na próxima terça-feira. Na mensagem, disponível no canal oficial do departamento no site YouTube com legendas em português, Hillary elogia cultura "rica" e a "história de realizações" do governo e lembra a "estreita relação" entre os dois países.

"Desejo a todos os brasileiros uma comemoração do Dia da Independência segura e feliz, e espero continuar a relação estreita entre nossos países, não somente este ano, mas nos anos vindouros, à medida que trabalhamos juntos rumo a um mundo mais seguro, mais pacífico e mais próspero", diz a secretária.



Hillary lembra que os Estados Unidos foram o primeiro país do mundo a reconhecer a independência brasileira, em 1822. A ascensão do Brasil na política internacional também foi elogiada pela americana. "A liderança do Brasil (em assuntos como) mudanças climáticas, energia limpa, segurança alimentar, igualdade de renda, inclusão social e educação ganhou o reconhecimento regional e internacional", afirma.

Ao fim do vídeo, Hillary se dirige pessoalmente aos cidadãos brasileiros e demonstra conhecer as comemorações do Dia da Independência. "Quer comemorem esse dia vendo a parada na Esplanada, ou apreciando o show de acrobacias aéreas nos céus de Brasília, ou simplesmente reunindo-se com amigos e com a família, vocês representam o progresso do Brasil alcançou e continuará alcançando nos próximos anos", diz.

Texto: Redação do Terra

http://noticias.terra.com.br/brasil/

Michael W. Smith

Estrelas de papel





This small paper bow is great for smaller gift boxes or on top of a unique card. My blog
http://www.stampingvideos.com


http://www.stampingvideos.com/


http://www.youtube.com/watch?v=Ing3h97Vq4w&feature=related

Colagem com guardanapos



http://www.youtube.com/watch?v=RqGlNdzRBf0&feature=related





http://www.youtube.com/watch?v=6VkZIDVYMtk&feature=related

COLAGEM



http://www.youtube.com/watch?v=5qSkLd7D3BI&NR=1



http://twitter.com/TheGreenForum

ARTE







I love using old books as the basis for mini albums. In this video I will show you three different binding techniques for creating unique minis from old book covers I found at www.mantofev.com

http://www.youtube.com/watch?v=IG2Kw4eOxnA&feature=related


http://www.mantofev.com/index.html

Alterando livros



http://www.youtube.com/watch?v=7GKWPutVg50&feature=related

Escultura em livros

Altered Books created by Mark Bernahl

I am a sculptor I use the books to sculpt.
I cut into the pages and only take away the paper and cover. I don't add anything. I just remove parts of the book to make an image or figure.
I am a sculptor and I usually work in wood and one day I graded a dictionary and started carving into it.
I use an X-acto Knife to cut into the paper.
I love books.





Books are a mass produced product and in our society a throw away thing. You can deny it but you would be wrong. In most cases I am saving the book from the landfill.
I don't understand when someone complains about cutting into a book when there are 100,000 just like it.
Micangelo said 'David was in the stone I just removed the excess parts.' Well I would carve into a book Micangelo's David and see what is sculpture in him.

http://www.youtube.com/watch?v=b1Hp7GlGRZQ&NR=1



http://www.craftstylish.com/


http://twitter.com/TheGreenForum



http://www.vegetablegardener.com/item/8879/all-about-tomatoes

Como fazer um peixe com papel A4





http://www.youtube.com/watch?v=rZtVhnRfFaU&NR=1


Ted Nelson, architect and owner of Design Build Office, describes the recycled newspaper chair he and his crew built for C-VILLE's 2010 design challenge.




Making a 'Sunday Papers' stool


http://www.youtube.com/watch?v=J3IXkZK6410&feature=related

Reciclar revistas

Fazer flores reciclando revistas



http://www.youtube.com/watch?v=WrskQvBGMx4&feature=related


http://blog.betzwhite.com/


http://www.craftstylish.com/

domingo, 5 de setembro de 2010

Ciências da Terra - O que somos? De onde vimos? O que nos traz o futuro?

"O que somos? De onde vimos? O que nos traz o futuro? Estas são perguntas vulgares, que muitas vezes surgem como verdadeiros enigmas. A RTP2, a Unesco e a Farol de Ideias produziram um documentário sobre o papel das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma rodagem que vai desde Arouca à Ilha das Flores, nos Açores,passando pelos impactos da erosão costeira, a importância do alargamento da Plataforma Continental, sem esquecer os aquíferos e os impactos das alterações climáticas na qualidade de vida. Qual a importância das geociências? No fundo, o conhecimento da litosfera, o «mundo das pedras», é tão importante e interessante quanto o da hidrosfera, da atmosfera e da biosfera. Todas estas «esferas» estão interligadas. A vida não seria possível sem essa relação que as Ciências da Terra estabelecem de uma forma holística, global."


http://arquivo.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Documentários&id=702

Documentário

Documentário 1002 Sabor da Despedida
2010-03-02



"Portugal prepara-se para perder o último troço de vida selvagem. Depois de milhões de anos a traçar o percurso até ao Douro, o rio Sabor, em Trás-os-Montes, fica refém da estratégia energética do pais. A construção da Barragem do Baixo Sabor (em alternativa ao Baixo Côa) vai inundar milhares de espécies, muitas delas protegidas. A albufeira vai atingir quatro municípios e guardar água suficiente para encher mais de 600 estádios de futebol. Em 2013 nada será como antes e os 40 kms da albufeira a ser criada, e amparada por um muro com mais de 120 metros, apaga as memórias de uma região ligada à terra que a sustentou durante muitas décadas. A nível natural há espécies endémicas que não poderão ser recuperadas e tudo aponta para que o espelho de água que aí vem não poderá ter aproveitamento turístico. A nível energético passa a ser possível retirar água do Rio Douro e guardá-la a montante no Sabor para ser usada sempre que a pressão na rede eléctrica justificar. O rio vai muitas vezes correr ao contrario, mas à mercê do que a EDP entende ser um armazenamento estratégico de água. Durante mais de um ano todos os passos deste processo foram registados."



http://arquivo.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Documentários

Rio Sabor



Documentário em defesa do Rio Sabor, considerado ainda um rio selvagem, raros na Europa. A construção de uma barragem levará ao seu desaparecimento

http://www.youtube.com/watch?v=IZpneNXXX-4





O Rio Sabor nasce na Serra de Montesinho, desagua no Rio Douro e tem 120 km de comprimento. Os afluentes são o Rio Maçã, Rio Angueira, Rio Ferrença, Rio Azibo e Ribeira da Vilariça. Passa perto da cidade de Bragança, onde recebe as águas do Rio Fervença, indo desaguar perto de Torre de Moncorvo, a jusante da Barragem do Pocinho, na aldeia da Foz do Sabor. É considerado o último rio selvagem de Portugal devido à ausência de barragens e à diversidade de habitats naturais e espécies que ai ocorrem.

http://www.youtube.com/watch?v=1YvLb4LVZXs&feature=related





http://www.youtube.com/watch?v=I_nVApID1b4&feature=related

sábado, 4 de setembro de 2010

Mãe Preta

Espíritos da Natureza

Marco Ferreira




Música - Heat Miser dos Massive Attack


http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/5meianoite-filomena/index.php

Iregions

http://feeds.feedburner.com/Twitter/Iregions

Inovação e Inclusão

“As pessoas que são loucas ao ponto de achar que podem mudar o mundo, são as que o fazem”.
Apple inc.


http://inovacaoeinclusao.blogspot.com/2010/09/comecou-com-uma-povoacao.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter




http://inovacaoeinclusao.blogspot.com/


"Enquanto muitas empresas centram as suas atenções nas acessíveis áreas urbanas da Índia, a ITC apercebeu-se do potencial dos mercados periféricos das vilas rurais e encontrou uma forma de as ligar através da tecnologia. De acordo com o pensamento convencional, os agricultores são um mercado pouco atractivo, com fracas infra-estruturas, longas cadeias de distribuição e rendimentos relativamente baixos. Mas a ITC apercebeu-se da oportunidade de usar avançada tecnologia de comunicações para ligar os agricultores indianos aos mercados globais. Criou centros electrónicos, cada um deles patrocinado por um camponês local, para servir varias aldeias em redor.

Estes agricultores, antes dependentes dos negociantes de cereais locais, podem agora ver como estão a ser negociadas as sementes de soja no mercado de futuros do Chicago Board of Trade através da rede e-Choupal da ITC, baseada em computadores pessoais e numa rede de satélites.

Os agricultores também usam o mesmo sistema para o comercio electrónico. Estes consumidores rurais eram ignorados pela maioria das empresas, mas através de um olhar atento para este mercado e desenvolvendo soluções criativas, a ITC criou uma prospera redeª. Em 2003, a ITC já tinha mais de três milhões de agricultores ligados através de mais de 5 mil centros electrónicos, com transacções de cem milhões de dólares. Era uma oportunidade importante existente no interior, muito longe dos centros urbanos que captavam toda a atenção."


a) C.K. Prahalad, The fortune at the bottom of the pyramid (upper saddle river, NJ: Wharton School Publishing 2004.

in Visão Periférica, George S. Day e Paul J. H. Schoemaker, edição Havard Business School Press

Milady

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Imortalidade



“A Imortalidade” de Milan Kundera (Dom Quixote)

Este é um livro extremamente difícil de comentar, uma vez que o Autor se propõe escrever um romance que não possa ser contado. Trata-se de uma narrativa não linear, onde não existe uma trama principal mas várias, que se cruzam no espaço e no tempo, onde o autor – que é, também uma personagem – intervém e interage com as outras personagens. Este é sobretudo um observador não participante a analisar detalhadamente os gestos e atitudes exteriores do Outro, como um antropólogo ou psicólogo behavourista, para depois procurar o fundamento, o motivo, que sustenta esse mesmo comportamento, seja ele de origem cultural, individual, ou despoletado pela interacção social com determinado grupo.

Não se trata, por isso, de um romance autobiográfico mas antes de uma recriação da construção ficcional a partir de um dado real – um rosto ou um gesto a ele associado. Por exemplo, um movimento executado por uma senhora que, já no limiar da velhice, desfere um jovial gesto de despedida ao jovem professor de ginástica, como se fosse uma adolescente.

O gesto como signo não verbal, tradutor da essência de sedução, de eterno feminino que nunca envelhece passa, incólume, através das modas que se sucedem ao longo das décadas. Desperta, no Autor, todo um conjunto de reflexões acerca da universalidade e intemporalidade da linguagem não verbal quando se trata de transmitir uma mensagem.


Mas se as personagens são fictícias – mesmo as históricas como Goethe, Hemingway ou Beethoven, uma vez que não se trata da biografia de nenhum deles, mas antes da recriação/reconstrução de alguns episódios reais ou inventados das suas vidas (ex: o encontro entre Goethe e Hemingway, já no plano da imortalidade, numa “vida” post-mortem ou da cena de sedução, protagonizada por Goethe e a pseudo-amante, Bettina Brentano).O mesmo nºão se passa com a narração dos métodos de observação do Autor, da construção da narrativa e das personagens.

Para Milan Kundera, o desejo de imortalidade, de permanecer na memória colectiva depois do desaparecimento do mundo terreno, condiciona todos os gestos da humanidade, desde o desejo de fazer-se notar, através da emissão de opiniões marcadas por um fanatismo militante, ao uso do ruído – visual ou auditivo – para chamar a atenção e fixar-se na memória dos demais. Algo que é contrariado pela sociedade que nos molda e nos obriga a submeter-nos às mesmas regras (ex: a censura alheia quando contrariamos a atitude da maioria), um paradoxo da sociedade onde vivemos a qual, ao defender a liberdade de expressão obriga, na realidade, à uniformidade de gestos e atitudes. Ao conformismo.

Na primeira parte do romance, Kundera apresenta-nos uma heroína cansada de viver, que encontra a felicidade e a paz na quietude, que procura desesperadamente no meio do ruído infernal da cidade. A paixão pelo silêncio, pela tranquilidade bucólica que encontramos nas frases de Goethe, Agnés herda-a do pai. Um tipo de quietude e silêncio que, nos nossos dias, só se encontra próximo da morte…

O ícone de beleza no seu estado puro está condensado na flor de miosótis (a cor da capa do livro), cujo azul intenso destoa ostensivamente no meio da poluição cinzento/antracite da Cidade.

O alheamento de Agnés e a sua falta de solidariedade provém da falta de um afecto verdadeiro e gerador da motivação para o prazer, do contacto social e da alegria. O desenvolvimento do Eu social. Agnés é racional, céptica, profissional e despojada. Mais tarde, verificar-se-á que não é apenas isso.

O Autor relaciona, também, o tema da imortalidade com a falta de privacidade em relação às figuras públicas e com a avidez do homem comum que suga vampiricamente a vida privada das celebridades, em busca de escândalos que dêem algum colorido às suas vidas, também elas cinzentas. Da mesma forma, e obedecendo ao mesmo desejo de imortalidade, o jornalismo, na óptica de Kundera, perdeu um pouco de vista a sua primitiva função de informar, para se tornar numa forma de exercício de poder, transformando-se, na maior parte dos casos, numa disputa ou num combate entre entrevistador e entrevistado.

A Imortalidade

A segunda parte do romance refere-se exclusivamente à vida privada e à dissecação daquilo que terá realmente acontecido entre Goethe e Bettina, num trabalho quase que de arqueólogo. O objectivo é, em primeiro lugar, desenterrar a verdade, limpá-la e deixá-la brilhar no esplendor da sua nudez para depois se encontrar um paralelismo com outra narrativa, já no tempo presente. É neste momento do romance que se observa a universalidade de gestos, dos comportamentos subjacentes às normas de conduta vigentes que se transmitem através dos séculos e que servem, muitas vezes, para mascarar emoções e esconder os impulsos e os verdadeiros motivos que estão por detrás de um gesto ou de uma frase (por exemplo, o quebrar de um par de óculos). E também o processo de atribuição de rótulos inadequados a uma dada figura pública que, ainda antes de se terem inventado os meios audiovisuais, já se colavam de forma indelével a uma dada personalidade distorcendo a sua imagem com um efeito de halo.

É também nesta fase do romance que Milan Kundera expõe a sua tipologia relativa aos diferentes tipos de imortalidade: pequena, grande, sublime, risível…e ainda a imortalidade associada aos homens de estado e, também, aquela que está directamente relacionada aos homens das artes, das letras e das ciências. Frisa, ainda, que a ideia de imortalidade está ligada à ideia da morte, de forma indissociável.

Voltando a Bettina Brentano, a suposta amante de Goethe, o seu comportamento imoderado e falta de decoro são alvo do impiedoso sarcasmo e refinadíssima ironia de Kundera, um espírito apolíneo, marcado por um elevado sentido de equilíbrio. O Autor diverte-se a caricaturar todo e qualquer tipo de exagero comportamental ou forma de expressão individual ou colectiva, elevando o seu sentido crítico à forma de Arte. Principalmente quando todo o exagero tem como objectivo o destaque do sujeito que o pratica, ou seja o desejo de permanecer na memória das pessoas. Numa palavra: a imortalidade. Para o Autor só o talento e a inteligência são, na verdade, o único atributo merecedor da imortalidade. O único motivo válido para permanecer na memória colectiva.

Porque a imortalidade sem talento torna-se ridícula. Como é o caso de Bettina. Que ainda por cima tenta colorir de ridículo a imortalidade de Goethe e de Beethoven, ao atribuir a um gesto sem importância um significado espúrio, distorcido das suas reais motivações e personalidade.

Kundera encontra afinidades com Goethe (o poeta do século XIX tem, na altura em que conhece Bettina, a mesma idade que Kundera ao escrever o romance), identificando-se com este, quando, numa das suas cartas a um amigo, apelida Bettina de “moscardo insuportável” que é a sua afirmação da total liberdade de expressão.

Bettina acaba por ser publicamente desmoralizada com a publicação da correspondência original de Goethe, que desmente inequivocamente o romance forjado por uma jovem sem talento nem inteligência que lhe valham um lugar entre os Imortais.

O amor pelo silêncio vem unir três intervenientes na estória: o próprio Kundera, que participa no romance na qualidade de narrador/observador, sem intervir no desenrolar dos acontecimentos (a não ser enquanto criador das personagem; de facto, pode-se dizer que o Autor está a desempenhar o papel de um deus que observa tudo de um lugar privilegiado, ou de um espectador de teatro que assiste ao desenrolar da cena, confortavelmente instalado no seu camarote; ou então de um antropólogo, observador não participante, que regista, classifica e interpreta os acontecimentos tentando abster-se de efectuar juízos de valor).

Ao analisar Bettina, Kundera identifica-a como uma precursora do jornalismo sensacionalista, cujo objectivo é o de achincalhar o aspecto privado e humano das figuras públicas susceptíveis de se tornarem imortais, de forma a conquistarem audiências e assim “saciarem o apetite das massas por episódios burlescos”. Mas não só. É preciso também que as massas se sintam mais próximas daqueles que se destacaram de entre os muitos milhões que nunca saíram do anonimato. Porque o lado humano e grotesco dos génios atenua a diferença. O móbil é sempre o mesmo. A imortalidade. Mesmo que conseguida à custa da desvalorização do inquestionável talento do Outro.

O mesmo se passa hoje em dia com a Comunicação Social, onde o jornalismo que, desde Oriana Fallaci, faz e desfaz reputações, constrói a imagem das figuras públicas. Para Milan Kundera a ideologia nos dias de hoje, foi substituída pela imagologia.

Este é um tema que é desenvolvido na terceira parte da obra intitulada A Luta

A Luta

Nesta terceira parte, o Autor desenvolve uma trama principal construída com as personagens fictícias do tempo presente – as duas irmãs, rivais desde a infância, Agnés e Laura.

Desde sempre, Laura tenta superar a irmã, imitando-a ao mesmo tempo que a corrige, com o objectivo de se tornar a favorita do pai. Uma tendência comportamental que transpõe, depois, para a vida adulta, ao disputar-lhe o marido, Paul. Kundera “veste-a” com muitos dos comportamentos de Bettina, com a diferença de que Laura é uma exímia chantagista emocional, ao passo que Bettina se destaca pela presunção e inconveniente ubiquidade.

Ambas se servem do mesmo objecto, um par de óculos, atrás dos quais escondem a sua falsa fragilidade. No entanto, as duas são diametralmente opostas na forma como encaram a sexualidade e de se relacionarem com o próprio corpo.

Por outro lado, a idolatria militante da lógica, do modernismo, da juventude e a preocupação excessiva em não parecer antiquado são factores que explicam as atitudes de algumas personagens – Paul – modeladas pelos valores colocados no pedestal ideológico do século XX.

Homo Sentimentalis

Na quarta parte deste A Imortalidade, Kundera estabelece a comparação entre o racionalismo cartesiano francês e o sentimentalismo leste europeu, explorando as respectivas causas sociais (vide pag 191) no inconsciente colectivo. Tudo isto a propósito da posição dos três autores, no início do século, relativamente ao caso Bettina-Goethe.

Todos eles são unânimes se não na defesa, pelo menos na simpatia por Bettina, esmagando a esposa, Christiane, que Goethe sempre protegeu. No seu entender, à luz da cultura judaico-cristã, a paixão e o amor conjugal são incompatíveis e inconciliáveis na mesma pessoa.

A partir dos comentários tecidos por estes três Autores, Kundera chega à distinção entre amor-sentimento e amor-relação. E conclui que o amor de Bettina é auto-suficiente. Não precisa de retribuição. Um amor que não precisa de aprofundar o conhecimento do Outro. De partilhar. Porque se alimenta de si próprio. Bettina está apaixonada pela ideia do amor e não pela pessoa em si. Trata-se da imitação de um sentimento que, segundo o Autor, degenera em histeria.
O autor explica que o posicionamento dos três escritores do início do século XX, baseando-se no conceito de romance que, na época, tinha grande impacto no público: o romance extraconjugal.

Na altura a instituição da Igreja proibia o sexo fora do casamento e sendo este mesmo casamento o casamento, a cena final do romance, o sexo a ele associado tirava a magia ao desenvolvimento da trama. Logo, Christiane estava em desvantagem em relação a Bettina. Logo, esta teria, para a época, o perfil de heroína romântica, infeliz e desprezada pelo homem que se refugia no casamento. Kundera vai ainda mais longe chegando, inclusive, a afirmar que, a história da literatura europeia, deixa de fora o casamento não para proteger os leitores do possível tédio matrimonial, mas para os protegerem do coito. É talvez por esta razão que, na mesma literatura europeia, o sexo (sempre em contexto extra-conjugal) vem quase sempre associado a algo de nefasto, acompanhado da tragédia, ou da ideia do Mal.

Esta fase do romance destina-se a desmascarar os detractores de Goethe e Beethoven, resgatá-los da lama do ridículo.

O Acaso

O papel do Acaso está relacionado com a história de Agnés, onde o Autor explora a forma como duas pessoas que, aparentemente, sem ter nada em comum, constroem uma relação baseada em falsas premissas, na esperança de o parceiro entrar no seu mundo, compreendê-lo e extasiar-se quando, na realidade, ambos têm uma compreensão e interpretação do meio ambiente completamente oposta e inconciliável. Tudo em nome da perseguição do ideal de amor. Uma planta espontânea que nasce do fruto do acaso. E de uma série de coincidências sucessivas.

A Imortalidade é um romance onde não há unidade de acção. O Autor quebra continuamente a intensidade dramática com as suas corrosivas reflexões pessoais que só enriquecem o romance, tornando-o apetecível. Um livro para ser saboreado frase a frase.

O Mostrador

O Relógio da Vida é, segundo a óptica de Kundera, marcado por um tema (o qual, para um psicólogo seria a personalidade base, estrutural) e pelas respectivas variações (a personalidade modal, adaptável consoante o binómio indivíduo/meio social), em analogia com as composições musicais e a evolução da personalidade e, também, com o percurso solar pelas constelações que correspondem às doze casas do zodíaco! O papel do fatalismo da astrologia na cultura europeia.

Um curioso aspecto nesta fase do romance é aquilo que começa por ser uma dissertação sobre as diferentes fases da vida erótica do ser humano que acaba por se transformar numa sequência de acasos que constróem um romance (tal como acontece em A Insustentável leveza do ser) fechando um ciclo tal como acontece com o mostrador do relógio e com o ano zodiacal.

A celebração

Esta última parte acaba por ser um epílogo, no qual o mistério que envolve a vida das personagens é desvendado, revelado ao leitor e, também, à maior parte das personagens. De facto, só uma delas fica a flutuar, entregue à sua bem-aventurada cegueira. A sua estultícia e decadência de espírito fazem com que os outros o olhem com uma piedade mesclada de desprezo. Os bem-aventurados contemplam, do alto das suas espreguiçadeiras, o esplendor etílico do espectáculo de um condenado ao inferno do ciúme e da infidelidade.

Nada é tão fútil como o apetite narcísico por uma imortalidade vazia de sentido.

Algo que só encontra fundamento na expressão máxima da Arte e do Belo.

O espírito helénico Milan Kundera, n’A Imortalidade.”

Sublime.

Em todos sentidos.


Cláudia de Sousa Dias

Com a devida vénia, aqui:
http://hasempreumlivro.blogspot.com/